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sábado, 29 de outubro de 2011


Um poema de Felipe Prates





Sobre rios e adoradores

“Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche;ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr.”

Eclesiastes 1:7
Os rios correm para o MAR …
Caudalosos por verdes campos e lindas flores,

Mas com caminhos nem sempre aplainados.
Às vezes espremidos entre paredes gigantes;

Às vezes c o r t a d o s,

feridos em pedras,

suas águas falam ainda mais ALTO.
Às vezes tragados,
somem sozinhos,
para trilhar suas cavernas escuras.
Os rios … correm para o MAR …

Às vezes assolados

por um calor impiedoso,

quase chegam a minguar.
Às vezes cansados
por fardos,
detritos pesados que turvam suas águas.
Às vezes detidos,
prisioneiros aflitos,
represados procuram,
uma trinca pequena por onde passar.
Os rios correm para o MAR …

É preciso ser rio para entender

Tanto anseio para no MAR desaparecer.
Adoradores … às vezes são como rios …

Das quedas tiram força,

Da pressão tomam impulso,

As paredes apressam seu passo para o MAR.
Quando encontram pedras, suas vidas adoram mais alto;

Tragados, anunciam vida nas entranhas da sombra da morte;

Cansados e ainda minguados, tornarão a viver.

Se a prisão não ruir, se a represa não trincar,
A “Presença da Nuvem” os fará transbordar
Porque a VOZ DAS MUITAS ÁGUAS não cessa de por eles chamar.
Rios procuram o mar,

DEUS encontra Seus adoradores.

O mar não se enche dos rios,

Mas DEUS, de vida enche os Seus
Que “para ELE tornarão a correr.”
Adoradores trincados, quebrados, derramados,

Adoradores podem dizer

Que prazer é esse: encontrar o MAR !

Correrem juntos para misturar suas águas às águas do MAR,
Para misturar suas vidas com a Daquele que os faz transbordar: JESUS.

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